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Luís de Camões Imprimir e-mail
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Escrito por Embabsjeaby   
04-Fev-2007
Luis Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões

Uma vida de adversidade … com o génio poético da imortalidade!

 

Tudo parece indicar que Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa em 1424 ou 1425. Cedo se instalou em Coimbra onde vivia seu tio, chanceler da Universidade, o que lhe permitirá ter acesso ao saber e às correntes de pensamento então em pleno vigor, e também o acesso à nossa língua, à nossa história e aos novos modelos literários renascentistas. 

Rapaz vivo e em busca de aventura, parte para Ceuta, onde combate os mouros, e nessas refregas perde um olho. Volta ao Reino e envolve-se em rixas. Tem ordem de prisão. Troca-a por uma partida para o Oriente onde satisfaz o seu desejo de aventura. Em Macau, em Goa, em Malaca, quase nada foi fácil: tempestades, naufrágios, sofrimentos, trabalhos árduos, desventuras e amores…

 Diz a lenda que sofre de amor pela impossibilidade de amar a Infanta D. Maria; parte do Reino e vive um amor intenso e terno com a sua escrava Dinamene, à qual dedica grande parte dos seus melhores poemas líricos. Pobre, sozinho, exilado e saudoso é encontrado por Diogo do Couto, que o faz retornar a Lisboa em 1569.

         Em 1571 publica “Os Lusíadas”, obra onde canta os feitos do povo português ao longo da sua história, dedicando-os a D. Sebastião.

         Embora a viagem de Vasco da Gama à Índia seja o motivo central, é toda a história de Portugal que o poeta vai narrar, a história de Portugal como país propagador da civilização ocidental no mundo, a história de um Portugal guerreiro, marinheiro e aventureiro.

         Morre na miséria mantido por um escravo seu que pedia nas ruas para seu sustento.

         A 10 de Junho de 1580, morre o poeta e Portugal perde a sua independência a favor dos espanhóis.

         Camões foi um representante máximo do espírito da Renascença Portuguesa e o melhor e maior poeta do seu tempo: o melhor na medida velha; o melhor na medida nova; o melhor na epopeia; o melhor no lirismo; o melhor na assimilação das correntes ideológicas da época

         Considerado o “Príncipe dos Poetas Portugueses”, ele representa o melhor da alma e do espírito luso.

 

Professora Leonor Côrte-Real

 
D. Afonso Henriques Imprimir e-mail
Classificação: / 0
Escrito por Embabsjeaby   
04-Fev-2007
Imagem:Statue King Afonso Henriques Portugal.JPG

D. Afonso Henriques

 

Tenacidade. Coragem. Ousadia. Persistência ...

Um Vitorioso!

 

          Nasceu possivelmente em Viseu a 15 de Agosto de 1111 e faleceu em Coimbra a 6 de Dezembro de 1185; jaz na Igreja de Santa Cruz de Coimbra.

 

          Foi o primeiro Rei de Portugal, cognomizado “O Conquistador”.

          Filho de Henrique de Borgonha e D. Teresa, filha de Afonso VI de Leão e Castela, é educado por seu aio Egas Moniz. Aos 14 anos é armado cavaleiro em Zamora.

 

          Fundador da monarquia portuguesa e do Reino de Portugal é um dos vultos mais notáveis da nossa história e da Idade Média Europeia.

         

          Herda de seu pai e de seu aio o sonho da independência e da libertação do Condado Portucalense perante o reino de Leão e Castela. Apoiado pelos fidalgos portugueses inicia uma luta contra sua mãe, que culminará na Batalha de São Mamede em 1128, expulsando os interesses castelhanos sobre o Condado Portucalense, do qual se tornará líder incontestado. 

          A sua rebeldia vira-se agora contra seu primo e senhor, Afonso VII, rei de Leão e Castela, que não queria de modo nenhum reconhecê-lo como rei.

         

          Dirigiu-se ao Papa, declarando-se tributário da Santa Sé comprometendo-se a pagar quatro onças de ouro, reclamando para a nova monarquia a protecção papal.

Dirige-se novamente para Afonso VII e assina a paz com seu primo, no Tratado de Zamora em 1143. A partir daqui assina como REX e reforça as exigências para que o Papa o reconheça como Rei, o que acontecerá através da Bula Manifestis Probatum em 1179, trazida pelo Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, filho das terras de Lafões.

 

          O Condado torna-se um Reino – Portugal - e tem um Rei –Afonso Henriques.

 

          Mas mais uma vez não parou, queria sempre mais, sempre maior e sempre melhor. O objectivo era expulsar os mouros da Península Ibérica e alargar o território português, continuando o processo de Reconquista Cristã.

Para tal conquista: Leiria em 1144, Santarém em 1147, Alcácer do Sal em 1157 e 1163, seguindo-se Palmela, Almada e Sintra.  Lisboa em 1147 e 1184, Beja em 1162, Évora 1165, Moura, Serpa e Juromenha em 1166. Algumas das quais cairão novamente na mão dos mouros.

          Afonso Henriques é feito prisioneiro de Fernando II em Agosto de 1169, ao tentar tomar Badajoz quebra uma perna, pelo que vem convalescer em Lafões onde permanece de Setembro a Novembro de 1169.

 

          Casa com Mafalda, filha do Conde de Mariana e Sabóia em Março de 1146, de quem teve vários filhos sendo o seu sucessor D. Sancho I cognomizado “O Povoador” e continuador da obra de seu Pai.

 

 

Professora Leonor Corte-Real

 
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