Herda de seu pai e de seu aio o sonho da independência e da libertação do Condado Portucalense perante o reino de Leão e Castela. Apoiado pelos fidalgos portugueses inicia uma luta contra sua mãe, que culminará na Batalha de São Mamede em 1128, expulsando os interesses castelhanos sobre o Condado Portucalense, do qual se tornará líder incontestado.
A sua rebeldia vira-se agora contra seu primo e senhor, Afonso VII, rei de Leão e Castela, que não queria de modo nenhum reconhecê-lo como rei.
Dirigiu-se ao Papa, declarando-se tributário da Santa Sé comprometendo-se a pagar quatro onças de ouro, reclamando para a nova monarquia a protecção papal.
Dirige-se novamente para Afonso VII e assina a paz com seu primo, no Tratado de Zamora em 1143. A partir daqui assina como REX e reforça as exigências para que o Papa o reconheça como Rei, o que acontecerá através da Bula Manifestis Probatum em 1179, trazida pelo Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, filho das terras de Lafões.
O Condado torna-se um Reino – Portugal - e tem um Rei –Afonso Henriques.
Mas mais uma vez não parou, queria sempre mais, sempre maior e sempre melhor. O objectivo era expulsar os mouros da Península Ibérica e alargar o território português, continuando o processo de Reconquista Cristã.
Para tal conquista: Leiria em 1144, Santarém em 1147, Alcácer do Sal em 1157 e 1163, seguindo-se Palmela, Almada e Sintra. Lisboa em 1147 e 1184, Beja em 1162, Évora 1165, Moura, Serpa e Juromenha em 1166. Algumas das quais cairão novamente na mão dos mouros.
Afonso Henriques é feito prisioneiro de Fernando II em Agosto de 1169, ao tentar tomar Badajoz quebra uma perna, pelo que vem convalescer em Lafões onde permanece de Setembro a Novembro de 1169.
Casa com Mafalda, filha do Conde de Mariana e Sabóia em Março de 1146, de quem teve vários filhos sendo o seu sucessor D. Sancho I cognomizado “O Povoador” e continuador da obra de seu Pai.
Professora Leonor Corte-Real